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O amor em tempo de guerra

Atualizado: Mar 27


Vivemos tempos estranhos que para mim não deixam de ser tempos de guerra.

Esta, diferente da que os nossos avós estavam habituados, mas não menos grave, não menos importante, não menos perigosa.



E onde fica o amor nestes tempos?


"Entre balas, bombas e canhões da guerra, o amor foi sendo selado em beijos da despedida, nuns casos, e pelos abraços do regresso, noutros..." (Observador)




Dei por mim a fazer scroll nas redes sociais uma noite destas, com a cabeça a mil e sem conseguir “pregar olho” e dei-me conta da quantidade de comentários, memes, vídeos cómicos ou não, sobre relações neste tempo estranho que estamos a viver.

Namorados que se vão esquecer um do outro, marido e mulher que já não se conseguem suportar...




Andei a remoer aquilo sem saber e então decidi sentar-me no alpendre com a minha avó e perguntei:

- “ Como era o amor no tempo da guerra?”

Ela sorriu e disse :

- “ Óh filha…era mais paciente”

Tudo aquilo que a natureza nos está a querer ensinar à força.

A paciência, no plantar e no colher. No olhar, nas palavras, nas atitudes e no amor.

O tempo que nos está a ser dado para, agora, o podermos utilizar da melhor maneira!


Alguma vez ouviram falar das “madrinhas de guerra”?

Eu não. Nunca tinha ouvido tal termo, mas ela sim.




A "madrinha de guerra" era a menina que trocava correspondência com o soldado que tinha sido destacado para a guerra.

Muitos dos rapazes que eram chamados para servir a pátria tinham já namoradas nas suas terras natal e durante o tempo que estavam longe “namoravam por carta”, como diz a minha avó.

Mas muitos outros saiam de suas casas solteiros.





As “madrinhas de guerra” eram como um porto seguro no meio do caus. Elas ajudavam os soldados, levantando-lhes a moral, dando-lhes coragem. Trocavam cartas com eles onde lhes contavam o que se passava na sua terra, com a sua família... Elas eram aquelas que ouviam os seus lamentos, medos e desejos.

Muito destes casais nunca se quer se tinham visto.


Conta a minha avó que as vezes apareciam anúncios nos jornais onde um soldado pedia por alguém disponível para ser sua “madrinha de guerra”!

Muitas vezes, correspondiam-se durante anos e acabavam por se apaixonar um pelo outro. Esperavam meses pela resposta à sua carta sem nunca saberem se ela chegaria.






Hoje temos o whatsapp, o Skype, hangouts, etc... Podemos escrever, telefonar ou ver qualquer pessoa que esteja do outro lado do planeta em segundos.

Mas este facilitismo, se trouxe muita coisa boa também trouxe outras menos boas.

As cartas de amor deixaram de ser escritas, de ser trocadas, de ser deixadas à porta, de serem passadas por baixo das mesas numa aula, de serem deixadas escondidas entre as páginas de um livro.




Sou uma romântica e apaixonada pela mais antiga e mais bonita maneira de se dizer coisas bonitas!

As cartas de amor não deviam passar de moda, não deviam ser esquecidas, seja por namorados seja por casais que estão juntos há 20 anos.

O que queremos deixar aqui aos namorados separados, aos noivos que se vêem agora na hipótese de terem que adiar o seu casamento, aos casais que acham que já não têm nada de novo para dizer um ao outro…é mágico o que acontece quando experimentamos pegar numa folha de papel branco e numa caneta e abrimos o nosso coração!

Não importa o que escrevem. Se usam uma página, se meia…o verdadeiro significado da carta é o gesto. É o tempo que a pessoa está a dar para o fazer. As pequenas coisas são sempre as maiores dádivas.





E neste tempo que nos exige mudança, que nos grita que está na hora de sairmos da nossa zona de conforto. Este tempo que não nos deixa adivinhar o dia de amanhã, que nos tira certezas e seguranças...vem dar-nos algo muito melhor. Uma nova oportunidade de fazer diferente, de fazer melhor!



*todas as imagens a cima foram retiradas do Pinterest




“…O amor é paciente, o amor é bondoso.

Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. (…)

Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor.

O maior deles, porém, é o amor. “


1 Coríntios 13








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